fortaleza
e enfim surgiu o caminho das pedras.
estava ali, parado, me olhando.
caiu uma tempestade.
ele continuou ali.
observei-o. ele me convidou.
veio um furacão.
ele continuou ali.
continuei a assistí-lo. como um bebê em frente a tv. me desafiou.
entrei.
o sangue dos meus pés o aqueceu.
minhas águas escorreram. ele tinha sede.
me sugou. me secou.
e na última gota, na mais bela epifania, ele se transformou em areia.
o caminho das pedras virou areia.
rochas se derreteram. e agora... macias.
e foi aí que quase sem forças, ergui meu castelo.
o castelo de areias. o castelo de lágrimas.
meu castelo, minha fonte, meu poço.

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