e o eterno vazio espaçoso...

domingo, 11 de março de 2007

vazio

e enquanto ele sentava num canto com as mãos no rosto, ela se levantou, saiu e fechou a porta. o sangue vermelho se tornou negro, poluído com a dor de quem perde. rasgava cada veia que passava, sufocava. nada mais mudaria. nada faria ela voltar atrás. nada foi o que restou. nada. aguentaria ela ficar longe dele? aguentaria ele ficar longe dela? nada. nada mais importava. nada...

'pulmões apertados,
medo, vertigens, náusea...
vazio.'